Quando escolhemos um sistema operacional, são
vários os fatores que influenciam esta escolha.
Exemplos deles são a facilidade de uso,
flexibilidade e confiabilidade de um sistema.
Infelizmente, o fator que mais pesa nesta escolha é
o Marketing do produto. Essa é a grande vantagem do
Windows da Microsoft sobre seus concorrentes,
principalmente no mercado doméstico, onde o
usuário é menos técnico e mais
influenciável.
Por isso a pergunta que geralmente fazem sobre o sistema
de Torvalds, que é "Por que o Linux ainda não
dominou o mercado, já que ele é de graça,
melhor acabado, mais seguro, não trava e tem suporte
gratuito pela Internet?" e a resposta simples é: falta
o mesmo
Marketing
de seu principal concorrente. Mesmo que algumas destas
características mais técnicas sejam
discutíveis para alguns, só há este motivo
para que ele ainda não seja "a menina dos olhos" dos
usuários que estão cansados em pagar
licenças ou reiniciar seu computador porque a placa de
som travou, como era o meu caso. Assim, não são
só pelas características técnicas que
motivarão os usuários, tanto domésticos como
empresariais, a trocarem seus sistemas atuais por
Linux.
O
Marketing
por trás de uma plataforma de trabalho faz
diferença. Estive no último RoadShow da Microsoft
para parceiros integradores OEM, que, em bom
português, significa uma demonstração do
Windows 2000 para empresas que venderão o produto nos
próximos meses, seja em lojas para o público em
geral ou integrando-o aos micros que irão vender.
Sempre ouvi falar do "poder de Marketing" da Microsoft, mas
sempre subestimei-o até aquele evento. Além do
luxo todo do hotel onde foi feita a apresentação,
toda a infraestrutura montada foi impressionante. Eu me
senti como se estivesse em um daqueles shows de
televisão, pela quantidade de brindes que eles
distribuíram. Qualquer um que saísse daquela
palestra impressionar-se-ia, pois se quem vende sai assim,
imagine o público comum. Devo ressaltar que é
presumido que, quem vende, tenha uma formação
tecnológica melhor, e, portanto, seja mais resistente
a este tipo de abordagem. É verdade, pois nem por isso
quis instalar o produto do Bill em minha máquina. O
Marketing
é um fator importantíssimo se for bem feito. E
é isso o que a Microsoft sabe fazer muito bem, por
isso chegou ao topo e ainda está lá. A pergunta
que fazemos é: Até quando?
Mas ainda existe alguns paleativos nesta história
toda. A quantidade e a qualidade de programas que existem
para uma plataforma é também imprescindível
para determinação do seu sucesso junto aos
usuários comuns e empresas. Não só pacotes
mais usados, como processadores de texto e planilhas, pois,
se fosse assim, o Linux daria de dez a zero em todas as
outras, já que possui mais ferramentas "office" que
quaisquer outros SO existentes, como já tratados em
outros artigos. Porém, nem só de "offices" vive
um sistema. Para as empresas, por exemplo, há
programas específicos para seu funcionamento, às
vezes até mesmo desenvolvidos internamente,
customizados para as suas necessidades. Para que não
se perca o investimento: - "Usem Wine!" é o que me
gritariam alguns, mas eles se esquecem que o "Wine",
emulador de programas Windows para Linux, não é
100% compatível e nunca o será porque o Windows
não é um sistema aberto. Fora isso, há o
medo de se adotar um sistema em que não exista uma
grande empresa por trás dele, para assumir os riscos
de alguma falha. Não estamos falando aqui do
Vmware
.