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Elefante: uma história de sucesso ao lado do Linux
Por: Marcos Martins Manhães

OLinux: Por favor, faça uma breve apresentação sobre você.

Ricardo AG: Tenho 44 anos. Sou formado em Engenharia Eletrônica pela UFRJ, em 1979. Trabalho com Informática desde 1976, e passei por todos os estágios da carreira. Comecei como operador de computador, fui promovido a programador MIIS (um dialeto de MUMPS) e, em 1979, fui trabalhar na Cobra na área de Desenvolvimento de Software como Projetista de Sistemas, fazendo parte da equipe que desenvolveu o MUMPS para os Cobra-400 e Cobra-500. Em 1982 saí da Cobra e fui trabalhar no IplanRio (órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro), na área de Produção, onde cheguei a Diretor. Em 1986 me desliguei do IplanRio e fui me dedicar exclusivamente à iniciativa privada, sendo sócio da Network Consultoria até 1990, e em 1991 fundei a AG Sistemas, onde continuo até hoje. Comecei a trabalhar com Internet em 1996, inicialmente com FreeBSD e, em 1998 passei a adotar o Linux também.

OLinux: Como surgiu o Elefante? Qual foi o grupo fundador? Qual era a idéia para os negócios no início?

Ricardo AG: O Elefante surgiu de uma idéia do Paulo Manheimmer. Coincidentemente, eu estava iniciando um projeto de um site de datas comemorativas, para tentar vender para uma floricultura, e de uma reunião em minha casa, fechamos uma parceria para montar o site. Inicialmente éramos três, eu, Paulo e o Sidney Breyer, que cuidava da parte de Marketing. Com o sucesso do site, depois de alguns meses, se juntou ao grupo o Marcel Gewerc, para dar forma de empresa ao negócio. No início a idéia era ganhar dinheiro com comércio eletrônico, indicando presentes para serem adquiridos pelos internautas à medida em que fossem sendo lembrados dos aniversários. Isso foi feito no início, mas por falta de escala a operação,comercialmente, não se mostrou viável.

OLinux: Como funciona o Elefante, em termos de funcionários, máquinas, setores, serviços prestados?

Ricardo AG: O Elefante, hoje, é uma empresa sólida. Já passamos, há muito, do estágio amadorístico e estamos na fase profissional. São, atualmente, perto de meia centena de funcionários alocados em todas as fases do negócio. Os serviços que o Elefante presta aos usuários são gratuitos, e a receita vem, basicamente, de duas fontes distintas: publicidade e licenciamento da tecnologia.

OLinux: Quais foram os fatores mas favoráveis para o sucesso do Elefante? O Linux é um desses fatores?

Ricardo AG: O segredo do sucesso do Elefante é simples: atender bem o usuário, fazendo chegar nas suas mãos a informação que ele precisa no momento em que ele precisa dela, sem cobrar por isso. E, sim, o fato de termos adotado Linux como plataforma certamente contribuiu muito para este sucesso, por conta da sua estabilidade e desempenho.

OLinux: Quantas máquinas rodam Linux no Elefante? Quais são as funções destas máquinas?

Ricardo AG: No ambiente de produção, são treze servidores: quatro web servers usando Apache, quatro mail servers usando sendmail e o restante para reserva técnica, backup, etc. No ambiente de desenvolvimento, são mais dez servidores com Linux. Temos ainda máquinas com AIX, com FreeBSD, e até mesmo dois servidores com Windows NT.

OLinux: Como é feita a segurança do sistema do Elefante? Já aconteceu algum problema como invasão, quedas?

Ricardo AG: A segurança do site é ativa e passiva. Passivamente, estamos agora usando um firewall appliance da Netscreen que está dando conta do recado. Mas segurança passiva sozinha não adianta nada. Temos monitoração cruzada constante entre sistemas, e operação 24x7 monitorando as atividades em todos os servidores. Como o perfil de operação do site é constante, qualquer atividade anormal é imediatamente identificada e o suporte é acionado. Dependendo do caso, a máquina suspeita pode ser imediatamente desligada, e só é recolocada em produção após inspeção, ou mesmo reinstalação. Há um ano atrás tivemos alguns problemas com ataques de Denial of Service (DoS), mas hoje a situação está mais calma.

Quanto a invasões, tivemos uma suspeita de invasão no ano passado em um dos servidores, mas a máquina foi imediatamente colocada em quarentena e reinstalada do zero. É a melhor solução: na dúvida, reinstale do zero.


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