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Agora que o smb.conf está configurado faça um teste para saber se está tudo certo, com o comando testparm: #testparm > teste_config_samba <enter> #<enter novamente> Será criado o arquivo teste_config_samba. Confira este arquivo e caso exista alguma mensagem de erro (ERROR...) volte a corriga o problema. Acertadas as configurações, deve-se ativar o SAMBA: #/etc/rc.d/init.d/smb start <enter> Se quiser conferir se o SAMBA está realmente no ar, execute o comando acima mas substitua o "start" por "status". Estações Windows devem estar com o TCP/IP configurado corretamente (IP, Máscara de SubRede, Wins se existir, etc).
O smbclient Da mesma forma que o SAMBA permite que o Linux atue como servidor para estações Linux e redes Microsoft, ele também permite atuar como estação de trabalho para acessar servidores de ambos sistemas, sem que nenhuma configuração seja necessária no servidor. Com o smbclient é possível acessar dados em um servidor Windows (lembra o comando net, mas a sintaxe utilizada é similar aos de FTP). Ele pode ser usado para receber e enviar arquivos, listar diretórios, navegar pelos diretórios, renomear e apagar arquivos, entre outros. Diretórios compartilhados por um servidor SAMBA são acessados da mesma forma. Para verificar quais compartilhamentos estao disponíveis em um determinado Host, execute: $smbclient -L host_desejado <enter> A resposta será uma lista de serviços, ou seja, nomes de dispositivos ou impressoras que podem ser compartilhados com os usuários na rede. A menos que o servidor SMB não tenha itens de segurança configurados, será solicitada uma senha antes de mostrar as informações. Exemplo: $smbclient -L servidor1 <enter> A resposta será semelhante a: Server time is Fri Dec 22 15:58:02 2000 Timezone is UTC+10.0 Password: Domain=[EMPRESA] OS=[Windows NT 4.0] Server=[NT LAN Manager 4.0] Server=[servidor1] User=[] Workgroup=[EMPRESA] Domain=[] Sharename Type Comment ADMIN$Disk Remote Administration Public Disk Public C$ Disk Default Share Print$ Disk Printer Control Para acessar uma pasta compartilhada, basta especificar o caminho na rede, conforme abaixo: $smbclient //maquina/pasta1 senha <enter> Onde "senha" é literalmente a senha de acesso. Se o caminho estiver correto a resposta será algo como: Server time is Fri Dec 22 16:01:12 2000 Timezone is UTC+10.0 Domain=[EMPRESA] OS=[Windows NT 4.0] Server=[NT LAN Manager] smb:\> Digite h para obter ajuda sobre os comandos do smbclient.
O smbtar Também é possível fazer backup (cópias de segurança) para o formato .tar de arquivos que estão em compartilhamentos na rede. Esta operação é muito útil para garantir backup de arquivos em estações com pastas compartilhadas mas que não pertencem ao Domínio da rede (por exemplo) ou em estações isoladas da rede. O comando utilizado é o smbtar: $smbtar -s HOST -p SENHA -x COMPARTILHAMENTO -d PASTA -t FITA (.tar) Como exemplo vamos criar um arquivo chamado vacina.tar que será o backup de //servidor1/vacinas/vacina.exe sem senha para acesso: $smbtar -s servidor1 -x vacinas -d vacina.exe -t vacina.tar <enter> Para conferir se o arquivo foi criado corretamente, digite: $tar -tvf vacina.tar <enter> Se o empacotamento teve sucesso, voce verá o nome original do arquivo e seu tamanho. Para que o backup seja guardado em fita deve-se mudar a sintaxe do comando, substituindo o nome do arquivo pela unidade de fita instalada (geralmente /dev/st0). O smbpasswd O SAMBA permite também que as estações troquem suas senhas de logon, utilizando o smbpasswd. Ele age de forma similar ao comando passwd, mas as senhas são armazenadas no arquivo smbpasswd. É posível ainda alterar a senha dos usuários em um servidor Primário de um Domínio NT (PDC). Utilizado pelo superusuário, ele permite que contas sejam adicionados ou removidos e atributos sejam alterados. Mantenha o "localhost" especificado no parâmetro "allow hosts" para seu perfeito funcionamento. O smbpasswd é um arquivo em formato ASCII e contém o nome do usuário, identificação junto ao Linux, a senha encriptada, o indicador de como está a conta e a data de última alteração da senha do usuário. Vale destacar que o smbpasswd somente é útil quando o SAMBA está configurado para utilizar senhas criptografadas (veja detalhes no próximo artigo). O smbstatus Para saber a situação atual das conexões SAMBA, utilizamos o smbstatus ($smbstatus <enter>). Abaixo está a lista das opções aceitas: -b -> Fornece uma resposta resumida. -d -> Fornece uma resposta comentada. -L -> Lista somente os recursos em uso. -p -> Lista os processos smbd e finaliza em seguida. Útil quando utilizado em programas. -S -> Lista todos os compartilhamentos definidos. -s -> Permite utilizar outro arquivo de configuração (smb.conf2 por exemplo), que deve ser especificado após a opção. -u -> Lista as informações relevantes sobre o usuário, que deve ser especificado após a opção. O testprns O testprns verifica o nome da impressora junto ao smbd, a fim de determinar se há um nome válido (entrada encontrada em printcap para a impressora) sendo informado para uso pelo serviço de impressão. Pode ser ativado da seguinte forma: #testprns <nome_da_impressora> <nome_do_arquivo_printcap> <enter> Encontrada uma impresora válida, a mensagem "Valid Printer" (ou outra semelhante, dependendo da distribuição utilizada) será apresentada. O arquivo /etc/printcap define as impressoras.
No próximo artigo, encerraremos nosso tutorial de SAMBA explicando o compartilhamento entre servidores Linux e Windows NT, incluindo migração de senhas, configuração de domínios, entre outros. Até lá! |
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