Utilizando o SAMBA - Parte II
Por: Victor Zucarino ( 11/04/2001 )

Testando o SAMBA

Agora que o smb.conf está configurado faça um teste para saber se está tudo certo, com o comando testparm:

 #testparm > teste_config_samba    <enter>
 #<enter novamente>
 

Será criado o arquivo teste_config_samba. Confira este arquivo e caso exista alguma mensagem de erro (ERROR...) volte a corriga o problema. Acertadas as configurações, deve-se ativar o SAMBA:

 #/etc/rc.d/init.d/smb start    <enter>
 

Se quiser conferir se o SAMBA está realmente no ar, execute o comando acima mas substitua o "start" por "status".

Estações Windows devem estar com o TCP/IP configurado corretamente (IP, Máscara de SubRede, Wins se existir, etc).

Acessando Servidores através de estações Linux

O smbclient

Da mesma forma que o SAMBA permite que o Linux atue como servidor para estações Linux e redes Microsoft, ele também permite atuar como estação de trabalho para acessar servidores de ambos sistemas, sem que nenhuma configuração seja necessária no servidor.

Com o smbclient é possível acessar dados em um servidor Windows (lembra o comando net, mas a sintaxe utilizada é similar aos de FTP). Ele pode ser usado para receber e enviar arquivos, listar diretórios, navegar pelos diretórios, renomear e apagar arquivos, entre outros. Diretórios compartilhados por um servidor SAMBA são acessados da mesma forma.

Para verificar quais compartilhamentos estao disponíveis em um determinado Host, execute:

$smbclient -L host_desejado    <enter>

A resposta será uma lista de serviços, ou seja, nomes de dispositivos ou impressoras que podem ser compartilhados com os usuários na rede. A menos que o servidor SMB não tenha itens de segurança configurados, será solicitada uma senha antes de mostrar as informações. Exemplo:

$smbclient -L servidor1   <enter>

A resposta será semelhante a:

 Server time is Fri Dec 22 15:58:02 2000
 Timezone is UTC+10.0
 Password:
 Domain=[EMPRESA] OS=[Windows NT 4.0]
 Server=[NT LAN Manager 4.0]
 Server=[servidor1] User=[] Workgroup=[EMPRESA] Domain=[]

 Sharename      Type          Comment

 ADMIN$Disk     Remote      Administration
 Public               Disk           Public
 C$                    Disk           Default Share
 Print$                Disk           Printer Control
 

Para acessar uma pasta compartilhada, basta especificar o caminho na rede, conforme abaixo:

$smbclient //maquina/pasta1 senha    <enter>

Onde "senha" é literalmente a senha de acesso. Se o caminho estiver correto a resposta será algo como:

 Server time is Fri Dec 22 16:01:12 2000
 Timezone is UTC+10.0
 Domain=[EMPRESA] OS=[Windows NT 4.0] Server=[NT LAN Manager]
 smb:\>
 

Digite h para obter ajuda sobre os comandos do smbclient.



Acessando servidores através de estações Linux (continuação)

O smbtar

Também é possível fazer backup (cópias de segurança) para o formato .tar de arquivos que estão em compartilhamentos na rede. Esta operação é muito útil para garantir backup de arquivos em estações com pastas compartilhadas mas que não pertencem ao Domínio da rede (por exemplo) ou em estações isoladas da rede. O comando utilizado é o smbtar:

$smbtar -s HOST -p SENHA -x COMPARTILHAMENTO -d PASTA -t FITA
(.tar)

Como exemplo vamos criar um arquivo chamado vacina.tar que será o backup de //servidor1/vacinas/vacina.exe sem senha para acesso:

$smbtar -s servidor1 -x vacinas -d vacina.exe -t vacina.tar  
<enter>

Para conferir se o arquivo foi criado corretamente, digite:

$tar -tvf vacina.tar   <enter>

Se o empacotamento teve sucesso, voce verá o nome original do arquivo e seu tamanho. Para que o backup seja guardado em fita deve-se mudar a sintaxe do comando, substituindo o nome do arquivo pela unidade de fita instalada (geralmente /dev/st0).

O smbpasswd

O SAMBA permite também que as estações troquem suas senhas de logon, utilizando o smbpasswd. Ele age de forma similar ao comando passwd, mas as senhas são armazenadas no arquivo smbpasswd. É posível ainda alterar a senha dos usuários em um servidor Primário de um Domínio NT (PDC). Utilizado pelo superusuário, ele permite que contas sejam adicionados ou removidos e atributos sejam alterados.

Mantenha o "localhost" especificado no parâmetro "allow hosts" para seu perfeito funcionamento.

O smbpasswd é um arquivo em formato ASCII e contém o nome do usuário, identificação junto ao Linux, a senha encriptada, o indicador de como está a conta e a data de última alteração da senha do usuário.

Vale destacar que o smbpasswd somente é útil quando o SAMBA está configurado para utilizar senhas criptografadas (veja detalhes no próximo artigo).

O smbstatus

Para saber a situação atual das conexões SAMBA, utilizamos o smbstatus ($smbstatus <enter>). Abaixo está a lista das opções aceitas:

 -b -> Fornece uma resposta resumida.
 -d -> Fornece uma resposta comentada.
 -L -> Lista somente os recursos em uso.
 -p -> Lista os processos smbd e finaliza em seguida. Útil
quando utilizado
 em programas.
 -S -> Lista todos os compartilhamentos definidos.
 -s -> Permite utilizar outro arquivo de configuração
(smb.conf2 por
 exemplo), que deve ser especificado após a opção.
 -u -> Lista as informações relevantes sobre o
usuário, que deve ser
 especificado após a opção.
 

O testprns

O testprns verifica o nome da impressora junto ao smbd, a fim de determinar se há um nome válido (entrada encontrada em printcap para a impressora) sendo informado para uso pelo serviço de impressão. Pode ser ativado da seguinte forma:

#testprns <nome_da_impressora>
<nome_do_arquivo_printcap>   <enter>

Encontrada uma impresora válida, a mensagem "Valid Printer" (ou outra semelhante, dependendo da distribuição utilizada) será apresentada. O arquivo /etc/printcap define as impressoras.

Conclusão

No próximo artigo, encerraremos nosso tutorial de SAMBA explicando o compartilhamento entre servidores Linux e Windows NT, incluindo migração de senhas, configuração de domínios, entre outros. Até lá!



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