Imagens ISO
Muito se ouve falar de imagem ISO pra cá, imagem ISO
pra lá, mas que diabos vem a ser uma imagem ISO? Bom,
todo sistema operacional utiliza de uma lógica nativa
para armazenar arquivos em dispositivos de armazenamento
(discos rígidos, disquetes, zip drives, fitas, etc).
Denominamos essa lógica nativa como o sistema de
arquivos suportado pelo sistema operacional. O Linux, por
exemplo, usa o sistema de arquivos (ou file system) ext2 para
armazenar arquivos em disco.
Tudo bem, até aqui estou me fazendo de entendido, mas
o que uma imagem ISO tem a ver com um sistema de arquivos?
Vamos lá, um CDROM é um tipo de mídia que
armazena dados e esses dados devem usar algum tipo de sistema
de arquivos para serem manipulados. Ao contrário de
outras mídias, como o disco rígido por exemplo,
não é o sistema operacional quem decide que sistema
de arquivos usar para manipular os dados do CDROM. Vale
lembrar que o CDROM é uma mídia que armazena dados
permanentemente, ou seja, uma vez gravados dados nele, estes
dados jamais serão alterados (a não ser que
você esteja usando uma mídia regravável, mas
isso é outra história). Já que o sistema
operacional não pode formatar um CDROM para
organizá-lo com seu sistema de arquivos nativo, foi
determinado que drives de CDROM usariam o sistema de arquivos
iso9660 para manipular arquivos de CDs. Sendo assim, uma
imagem ISO é um arquivo que contém
informações sobre todos os arquivos que serão
gravados no CDROM em formato iso9660.
Quando queremos gravar um CD, passamos uma imagem ISO para
o programa cdrecord, que a decodifica e grava os arquivos
para a mídia destinada.
O programa mkisofs
Agora que sabemos o que é uma imagem ISO, vamos usar
o programa mkisofs para gerar uma brincadeirinha dessas.
A sintaxe do programa é:
mkisofs [opções] -o imagem.iso [lista de arquivos]
Vamos supor que eu queira gravar os diretórios /mp3 e
/home/fotos para um CD virgem. A primeira tarefa a se
realizar é a de gerar a imagem dos diretórios.
Digite:
mkisofs -o minhas_coisas.iso /mp3 /home/fotos
Por padrão, o sistema de arquivos iso9660 não
suporta nome de arquivos longos e com caracteres especiais.
Para contornar a situação, surgiu um protocolo
denominado Rock Ridge. Se não quisermos que os nomes de
nossos arquivos sejam truncados quando gravados para o CD,
devemos usar a opção -r para gerar nossa imagem
ISO:
mkisofs -r -o minhas_coisas.iso /mp3 /home/fotos
Se você pretende usar os CDs gravados no Linux em
sistemas operacionais da Microsoft, é aconselhável
usar a opção -J, que gera diretórios com nomes
no padrão prioritário Joilet. Logo, para termos uma
imagem compatível com outros sistemas operacionais,
usar:
mkisofs -r -J -o minhas_coisas.iso /mp3 /home/fotos
Neste artigo foram citadas as opções que
considero as mais importantes do mkisofs, mas o mesmo possui
dezenas de outras opções. Sugiro uma boa leitura na
página de manual do software, que pode ser acessada com
o comando:
man mkisofs