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Gravando CDs no Linux - parte I
Por: Fábio Berbert de Paula

Imagens ISO

Muito se ouve falar de imagem ISO pra cá, imagem ISO pra lá, mas que diabos vem a ser uma imagem ISO? Bom, todo sistema operacional utiliza de uma lógica nativa para armazenar arquivos em dispositivos de armazenamento (discos rígidos, disquetes, zip drives, fitas, etc). Denominamos essa lógica nativa como o sistema de arquivos suportado pelo sistema operacional. O Linux, por exemplo, usa o sistema de arquivos (ou file system) ext2 para armazenar arquivos em disco.

Tudo bem, até aqui estou me fazendo de entendido, mas o que uma imagem ISO tem a ver com um sistema de arquivos? Vamos lá, um CDROM é um tipo de mídia que armazena dados e esses dados devem usar algum tipo de sistema de arquivos para serem manipulados. Ao contrário de outras mídias, como o disco rígido por exemplo, não é o sistema operacional quem decide que sistema de arquivos usar para manipular os dados do CDROM. Vale lembrar que o CDROM é uma mídia que armazena dados permanentemente, ou seja, uma vez gravados dados nele, estes dados jamais serão alterados (a não ser que você esteja usando uma mídia regravável, mas isso é outra história). Já que o sistema operacional não pode formatar um CDROM para organizá-lo com seu sistema de arquivos nativo, foi determinado que drives de CDROM usariam o sistema de arquivos iso9660 para manipular arquivos de CDs. Sendo assim, uma imagem ISO é um arquivo que contém informações sobre todos os arquivos que serão gravados no CDROM em formato iso9660.

Quando queremos gravar um CD, passamos uma imagem ISO para o programa cdrecord, que a decodifica e grava os arquivos para a mídia destinada.

O programa mkisofs

Agora que sabemos o que é uma imagem ISO, vamos usar o programa mkisofs para gerar uma brincadeirinha dessas.

A sintaxe do programa é:

mkisofs [opções] -o imagem.iso [lista de arquivos]

Vamos supor que eu queira gravar os diretórios /mp3 e /home/fotos para um CD virgem. A primeira tarefa a se realizar é a de gerar a imagem dos diretórios. Digite:

mkisofs -o minhas_coisas.iso /mp3 /home/fotos

Por padrão, o sistema de arquivos iso9660 não suporta nome de arquivos longos e com caracteres especiais. Para contornar a situação, surgiu um protocolo denominado Rock Ridge. Se não quisermos que os nomes de nossos arquivos sejam truncados quando gravados para o CD, devemos usar a opção -r para gerar nossa imagem ISO:

mkisofs -r -o minhas_coisas.iso /mp3 /home/fotos

Se você pretende usar os CDs gravados no Linux em sistemas operacionais da Microsoft, é aconselhável usar a opção -J, que gera diretórios com nomes no padrão prioritário Joilet. Logo, para termos uma imagem compatível com outros sistemas operacionais, usar:

mkisofs -r -J -o minhas_coisas.iso /mp3 /home/fotos

Neste artigo foram citadas as opções que considero as mais importantes do mkisofs, mas o mesmo possui dezenas de outras opções. Sugiro uma boa leitura na página de manual do software, que pode ser acessada com o comando:

man mkisofs

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Introdução
Configurando o drive de CDROM
Imagens ISO
O programa mkisofs
O programa cdrecord
Conclusão


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