Introdução
O GIMP é o software para manipulação e
criação de imagens mais popular do Linux. Na
verdade, ele pode ser considerado o único aplicativo
Open Source que pode ser comparado com softwares da mesma
categoria a nível comercial, em se tratando de suas
funções e requisitos para profissionais.
Ele é o software mais indicado para quem trabalha com
Photoshop, no Windows, e deseja migrar para o Linux.
Especialistas comparam a versão 1.2 do GIMP com a
versão 3.0 do Photoshop. Mas cada um dos softwares
possui suas vantagens e desvantagens em relação ao
outro.
A história do GIMP segue o roteiro da maioria dos
softwares Open Source. Dois estudandes da Universidade da
Califórnia, Spencer Kimball e Peter Mattis,
começaram um projeto para a faculdade e acabaram dando
continuidade a ele após se formarem. E, é claro, o
lançaram sob a licença GNU, na Internet. Sendo
assim, programadores de todo o mundo - surpresos e
interessados pela grande qualidade do software e de seu
código-fonte - resolveram juntar-se ao projeto e
começaram a enviar relatos de bugs, adicionar novos
recursos e melhorar a performance. O GIMP se tornou um
movimento, tanto que continua firme e forte até hoje,
mesmo com os autores originais tendo deixado o projeto.
A Interface
Os usuários mais acostumados com o ambiente e os
programas Windows terão um pouco de dificuldades em se
acostumar com a interface do GIMP, já que esta não
conta com o esquema padrão de uma janela principal, onde
ficam todas as outras janelas do programa.
No GIMP, existe uma pequena janela, onde ficam o menu e os
principais botões necessários para as tarefas de
manipulação de imagem. Além dela, existem a
janela de desenho e as outras janelas, que podem ficar
visíveis de acordo com o gosto do usuário. Algumas
janelas importantes são as de camadas, opções
de ferramentas, pincéis e degrades.
Tome cuidado para não se perder em meio a seus
trabalhos. Devido a natureza da interface do GIMP, sem uma
"janela-mãe", você pode acabar fazendo
confusão ao ter muitas imagens abertas.