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DEBIAN
GNU/LINUX
 
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Ben Collins, o novo líder do Projeto Debian
Por: Fernando Ribeiro Corrêa e Marcos Martins Manhães

OLinux: Primeiramente, fale sobre suas experiências profissionais.

Ben Collins: Eu sou programador e administrador de sistemas. No passado trabalhei como Desktop Publisher e web designer. Já trabalhei na NASA LaRC, em vários ISP (Internet Solutions Providers) e atualmente sou funcionário da Winstar ( http://www.winstar.com ).

OLinux: Explique a história, a filosofia e a organização da Debian no desenvolvimento de Free Softwares.

Ben Collins: A nossa filosofia é muito antiga. O principal é que acreditamos que é possível criar um sistema operacional completamente livre para realizar atividades diárias. Isto foi o que deu início à Debian e incentivou Ian Murdock a escrever o Debian Manifesto. Desde então começou o projeto Debian e o Debian Free Software Guidelines (DFSG), documento que define que tipo de licença é considerada livre no sentido restrito de liberdade. Junto com estas iniciativas veio o Debian Social Contract, que define que a formas de suporte para os usuários. Posteriormente, com o crescimento do projeto, foi criada a nossa Constituição. Este documento define os nossos procedimentos e os padrões de autoridade dentro do projeto.

Sempre demos o controle dos pacotes para os administradores de cada um deles, o que está de acordo com a política interna do Projeto Debian. Este controle é a força da distribuição Debian, sem isto, as atualizações, a coesão e a instalação dos pacotes seria um pesadelo.

OLinux: Está muito entusiasmado por estar à frente do Projeto Debian? Já tem algo em mente para o Projeto? Fará alguma mudança no modelo de trabalho?

Ben Collins: Estou muito entusiasmado. Esta é a terceira vez que concorro para o cargo e finalmente consegui atingir este objetivo, graças aos que confiam na minha capacidade de liderar o grupo. Pretendo limpar algumas coisas que estavam afetando a organização interna do Projeto. Logo após, tenho planos de lidar com os problemas e situações que podem se tornar uma ameaça ao Projeto em futuro bem próximo.

OLinux: Quais serão as diferenças entre a sua gestão e as passadas?

Ben Collins: Quando comecei no Projeto Debian, Ian Jackson estava acabando sua gestão como DPL e ele era um tanto inativo. Wichert assumiu o seu lugar e, na minha concepção, fez um ótimo trabalho e colocou o Projeto para frente. Pretendo agir da mesma forma, avançando os desenvolvimentos e lidando com os problemas que aparecerão ao longo do tempo.

OLinux: Quantas pessoas estão envolvidas e quais são as ferramentas utilizadas para controlar os resultados dos desenvolvimentos ao redor do mundo?

Ben Collins: Dentro da Debian existem os administradores (800), os quais são responsáveis por um ou mais pacotes (alguns não administram pacotes, mas todos cooperam com outros projetos internamente, como arquivos ftp, sites, etc.). Todos têm controle total sob suas atividades. Muitos programadores juntam-se em grupos para desenvolverem tarefas trabalhosas mais específicas. Posso citar o Debian Junior Project, os trabalhos de compatibilização (sparc, arm, alpha, powerpc, etc.) e os projetos de tradução como exemplos.

Todo o trabalho é coordenado via mailing lists. Algumas pessoas utilizam o IRC como uma forma de interação (via irc.openprojects.net). Existe o Bug Tracking System para gerenciar as indicações de bugs em todos os pacotes. Este sistema está disponível nas páginas do projeto Debian. Qualquer pessoa pode relatar bugs diretamente com os administradores dos pacotes.

OLinux: Quantas pessoas trabalham para o Debian Project? Está satisfeito com os resultados?

Ben Collins: A última vez que chequei existiam 800 pessoas. Estou satisfeito com os resultados. O que não estou gostando é a quantidade de desenvolvedores sem sistemas propícios de gerenciamento. O trabalho está sendo feito, mas quero ver outras coisas desta área sendo discutidas e analisadas.

OLinux: O que acha do que andam dizendo sobre a grande quantidade de bugs do Debian 2.2? O que fará para evitar tais falhas no "Woody"?

Ben Collins: Eu não sabia deste tipo de repercussão. Temos uma grande equipe de segurança que consertas todos os bugs antes de cada lançamento. Sempre realizamos atualizações para suprir as falhas (enquanto respondo as perguntas estou trabalhando no patch 2.2r3). Para o woody temos um novo mecanismo de testes que ajudará a reduzir o tempo de lançamento.

OLinux: Quais as suas expectativas para o Woody?

Ben Collins: Estamos trabalhando muito duro para incluir novas características no Woody. Pretendemos fazer deste lançamento a distribuição que dá suporte a maior quantidade de arquiteturas.

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