Introdução
A tecnologia está presente nos órgãos
públicos como uma peça fundamental para a melhoria
de suas atividades. Os computadores põem fim à
demora e ineficiência, características presentes em
tais instituições até sua
implantação.
Com o vasto uso de softwares e hardwares na esfera
governamental, outros problemas surgiram: o alto custo para
os cofres públicos e a preocupação com a
segurança nacional.
A aquisição e manutenção deste
material são muito dispendiosos, levando os
administradores a procurar por alternativas mais
viáveis.
Na Alemanha e na China, os governos temem pela
segurança de suas informações, já que
qualquer software de código fechado ou proprietário
pode conter comandos capazes de fragilizar o sistema.
O Linux e outros softwares Open Source (código
aberto) são uma grande alternativa econômica para
os governos, no âmbito federal e estadual, como é o
caso do Rio Grande do Sul (governador Olívio Dutra) que
emprega softwares desta natureza em toda a
administração pública. Na China o governo
apoia os desenvolvedores de Softwares Livres com a
justificativa de conter o imperialismo Norte-Americano
representado pelo domínio do emprtego de softwares no
país.
Casos de sucesso de implantação dos
Softwares Livres nos governos do Brasil
Linux reduz custos e automatiza serviços
públicos no Rio Grande do Sul
Durante o ano de 2001, será lançado em
várias prefeituras do estado do Rio Grande do Sul o
Serviço de Gestão Municipal, que utilizará o
Linux nos serviços cotidianos de administração
pública.
Trata-se de uma solução que será implantada
com auxílio da empresa gaúcha CAA Consultoria e
Administração empregando o Linux para a
diminuição de custos e aumento da estabilidade dos
sistemas de administração geral, financeira,
patrimonial, tributária e derecursos humanos.
Estes sistemas estarão integrados em tempo real e
todos possuirão um banco de dados contendo empresas e
pessoas ligadas aos serviços das prefeituras, o que
acabará com a lentidão burocrática das
instituições públicas.
No ano passado, a Prefeitura de Arroio do Sal, cidade
litorânea com oito mil habitantes, resolveu adotar o
Linux em todas as máquinas do prédio da
administração municipal.
Para instalar Linux, a Prefeitura de Arroio do Sal gastou
menos de 13% do valor pago na implementação do
sistema operacional anterior, SCO Unix. O pacote Linux custou
R$ 88,00 e a mão-de-obra da CCA Consultoria e
Administração, contratada pelo governo municipal,
saiu por R$ 750,00. A instalação do sistema SCO
Unix, em 15 máquinas, custaria aproximadamente
R$6.855,00, incluindo os R$ 750,00 de mão de obra da
CCA.
Quanto ao treinamento dos profissionais, três
funcionários da Prefeitura foram enviados a Porto Alegre
(RS) para cursar módulos de treinamento em Linux.
Atualmente, todos no prédio da
administração pública usam Linux: da
recepcionista ao prefeito.
Os softwares mais usados, além do StarOffice,
são ferramentas para controle de arrecadação
de impostos e programas para controle
orçamentário.
Além da prefeitura de Arroio do Sal, outras cidades
também entraram no mesmo projeto, como Charqueadas, Rio
Grande, Viamão e Itaqui.
Assembléia do Rio propõe usar Linux na
área pública
O deputado estadual André Ceciliano (PT - RJ)
apresentou um projeto de lei que dispõe sobre o uso de
programas com código fonte aberto - como o sistema
operacional Linux - na área pública. Publicado no
Diário Oficial do Estado no dia 22 de novembro, o
projeto prevê a "obrigatoriedade de
utilização, em sistemas e equipamentos de
informática de administração pública do
Estado do Rio de Janeiro, de programas abertos, livres de
restrição proprietária, quanto à sua
cessão, alteração e
distribuição".
Segundo o deputado Walter Pinheiro (PT-BA), que lidera uma
campanha de apoio ao software livre, o governo federal
gastou, só no ano passado, cerca de R$ 120 milhões
só com a compra de softwares proprietários e
poderia economizar R$ 80 milhões neste ano, caso
adotasse a lei que propõe o uso preferencial de software
livre pelas empresas públicas, sem contar com outras
instituições públicas federais.
Além do Congresso Nacional e do Rio de Janeiro, os
estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais,
Pernambuco e Bahia também têm projetos semelhantes
tramitando em suas Assembléias Legislativas.