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O Linux como qualquer outro UNIX possui todos os arquivos de configuração em formato texto, diferentemente de outros sistemas operacionais que armazenam suas configuurações em arquivos binários. Isso possui várias vantagens, entre elas a de ser fácil de modificar para corrigir erros eventuais e são de díficil corrompimento pois são simplesmente texto. E nada melhor do que editar arquivos de configuração com seu editor de textos favorito. Ele pode ser qualquer um como um avançado como o XEmacs, ou um mais simples como o gedit e até o joe. Mas, nenhum bate o Vi em termos de denominador comum. O Vi existe em qualquer distribuição de Linux e está disponível em qualquer emergência (falha no boot ou coisas semelhantes). Por isso, é essencial aprender o Vi , ou pelo menos, seu básico. E ele possui variantes muito mais espertas e completas que indicaremos mais para frente. O Vi foi feito pelo grande visionário e presidente da Sun , Bill Joy, a partir do ed, quando ainda estudava em Stanford.
Começaremos explicando o Vi simplesmente e deixaremos suas variantes para mais adiante. O Vi simples serve apenas para editar enquanto que suas variantes servem até para programar, compilar e debugar programas. O melhor meio de se aprender a usar é a prática, por isso, primeiramente listaremos os comandos mais importantes e logo em seguida partiremos para um exemplo onde se utilizam esse comandos. Existem dois modos no Vi :
No modo de edição, você pode digitar a vontade como se fosse um editor de textos comum. Esse modo é iniciado a partir do de comandos por um dos seguintes comandos:
Já no modo de comando, você pode executar comondos como o nome diz. O modo de comando começa quando se aperta a tecla ESC . Alguns desses comandos são substituição, inserção e procura de texto, gravação e abertura de arquivos entre outros, além de recorte, cópia e colagem de texto. Os comandos mais usados são:
Vamos a um exemplo prático: Digite os caracteres
abaixo com <ENTER> como a tecla <ENTER> do
teclado e <ESC> como a tecla <ESC> do teclado:
No fim do exemplo prático você deve ter dois
arquivos com o seguinte conteúdo:
Como dito anteriormente, o Vi foi feito a partir do ed, editor muito básico de linhas. O Vi original é muito simples e não possui alguns recursos que suas variantes mais modernas possuem. Vim: Sem dúvida o melhor clone do Vi é o Vim (Vim Improved). O Vim tem interface gráfica ou pode rodar em um terminal dentro do XWindow ou no console. O Vim possui múltiplos undos e redo, diferente do Vi original. Além disso, ele possui modo visual (apertando-se a tecla v no modo de comando) é possível marcar o texto desejado para copiar ou deletar. O Vim também é altamente configurável. Meu vimrc possui 1386 linhas, possuindo várias macros, suporte a acentuação e caracteres especiais, além de syntax hightlighting. Para usá-lo, copie-o para o seu diretório, renomeando para .vimrc e iniciando o Vim novamente. Experimente! Elvis Elvis é outra excelente variante do Vi . Embora, eu não o use, parece bom. Vigor Vigor é um Vi com o clips do Word do MS Office. É isso aí gente. Até a próxima com mais um tema sobre aplicativos. Quaisquer dúvidas, escreva-me ou poste no fórum . |
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